domingo, 25 de outubro de 2009

SE DEUS NOS DÁ...


Há algum tempo que venho sentindo algum desconforto perante algo que os meus olhos vêm e meus ouvidos ouvem!
Por esta razão, não me tem saído da cabeça a frase, que li algures:
“Se Deus nos dá as pessoas para as amarmos e as coisas para as usarmos, porque usamos as pessoas e amamos as coisas?”
Seria natural que o respeito pelo semelhante fosse sentimento imperativo nas relacções humanas.
Quando o outro "não dá jeito" é melhor afastar!!
Fico triste quando vejo que o valor ,o tempo gasto num telefonema é mais importante que a gratidão de alguém que ao ouvir uma voz que ama lhe redobra a vontade viver!
Quando “parasitas” de "soluções luminosas" sem sentimento, sem respeito pelo que o outro possa sentir conseguem liderar uma multidão! Para quem a vaidade do ego faz cegar o coração!
Me dá vontade de “bater os calcanhares” e dizer : “…até um dia !”.
Porém…outros valores mais altos se levantam e a Vida mesmo sendo ingrata e difícil não terá
sentido sem a missão cumprida!
Para isso…há sempre aqueles que surpreendem pela positiva.
Aqueles para quem “um amigo não é o que nos abre a porta, mas o que nos bate
á porta quando sentem que são precisos”.
Aqueles dispostos a partilhar uma palavra, um sorriso uma voz , na hora certa no
momento exacto e que nos ajuda a olhar em frente, ficando para trás os …outros.

Um abraço solidário

sábado, 17 de outubro de 2009





2009-10-17

DIA MUNDIAL DOS SEM ABRIGO



Hoje falar de pobreza é conversa diária, pois de alguma forma convivemos diáriamente com ela. Seja ela pobreza como sinónimo de falta de meios de subsistência, seja pela pobreza de espirito, pela falta de valores que deveriam presidir nas relações humanas.

No entanto quando nos referimos como há falta de meios de subsistência temos sem presente os "Sem abrigo". Pessoas que perderam a casa, a familia, o emprego ou simplesmente vieram viver para a rua como forma de "protesto" em relação á vida que anteriormente levavam. De tudo um pouco encontramos quando podemos tirar um pouco da nossa vida , por vezes tão fútil , e deles nos abeiramos para um simples diálogo. São experiências de Vida que devem ser escutada, que devem ser partilhadas, pois para além da sensação gratificante de estarmos a ouvir e a ser ouvidos por um ser humano, carente de o fazer, é a nossa própria Vida que sai mais rica.


Porém há ainda uma outra forma de "Sem abrigo" que me preocupa, que são todos aqueles que sentem falta de um abrigo no coração de alguém. Todos quanto, para além da falta de uma refeição quente diária, sentem falta de um carinho e um aconchego diário. De todos quanto, no silêncio dos seus dias, não têm com quem falar, não tem com quem partilhar as suas experiências, as suas lutas, os seus medos...

Cabe a cada um de nós encontrar formas de se dar de forma a que a Pobreza não se torne uma paisagem dos nossos dias!



















terça-feira, 21 de julho de 2009

Uma Sugestão de Leitura


Excerto da Obra:
"Na verdade, o mundo interior não divide as pessoas entre estranhas e as da familia.Mas entre os viajantes e os aventureiros, os arquitectos do nosso coração e os alquimistas. Os viajantes e os aventureiros, são pessoas que nos surpreendem de passagem. Os arquitectos do nosso coração rasgam avenidas ou desbravam planaltos. Os alquimistas transforma-nos sempre que nos dizem : "CHEGA-TE E MIM E DEIXA-TE ESTAR"
Boa leitura.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Não me candidato contra ninguém...

Hoje ao ver e ouvir na TVI a entrevista, em directo de Jose Eduardo Moniz sobre a hipotética candidatura á presidencia do Benfica, sublinhei com agrado uma frase que tenho pena os média
não tenham dado a devida nota, porque no contexto actual do País e da Profissão me pareceu de realçar.
Disse Jose Eduardo Moniz "... não me candidataria contra ninguém, mas com e por um projecto em que acreditasse, capaz de motivar todos os Benfiquistas e que a ele me pudesse e tivesse disponiblidade de me dedicar a tempo inteiro!", fim de citação.
Numa altura em que no Pais vivemos um periodo pré-eleitoral, que na Profissão se vislumbram mudanças radicais, este sentimento expresso por este Homem é de apreender e sobre ele reflectir.
Verificamos que ás próximas eleições concorrem pessoas que ora estão num lado ora no outro, procurando servir os interesses do partido. Poder-se-á questionar: quem os elege, o partido ou o cidadão que acredita?
Temos uma Profissão liderada por pessoas que estão em vários sitios aos mesmo tempo, qual interesse pessoal ou outro qualquer que não o que realmente deveria estar presente. Pessoas que não exercem a Profissão, pelo que naturalmente não a sentem, logo como é possivel querer defendê-la ou aos seus profissionais?
Tenho imensa pena que os média não se preocupem em realçar o que poderiam ser detalhes motivadores para que os cidadãos deste Pais possam voltar a acreditar em projectos contruidos por pessoas e para pessoas liderados por quem efectivamente os sinta .

segunda-feira, 15 de junho de 2009

OS FIOS DA EXISTÊNCIA




15/6 Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas

A violência contra idosos está ainda "no armário" na sociedade portuguesa e precisa de fazer o mesmo caminho de divulgação que aconteceu com a violência doméstica contra as mulheres, apontaram hoje vários especialistas num seminário em Lisboa.
No Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas, técnicos de assistência social e profissionais de saúde concordaram no diagnóstico da falta de visibilidade do problema, que impede que sejam feitas mais queixas, aliada a factores como a vergonha ou a falta de conhecimento das vítimas.
Outra das conclusões indicada como alarmante é o facto de os abusos e a violência - física, mental ou financeira - serem praticados por familiares, o que contraria a ideia da instituição familiar como reduto de afecto e carinho para com os idosos
. " in Agência Lusa"

Um dia destes alguém comentava comigo que uma vizinha idosa tinha recebido a visita de um filho, engº , que já não via há uns meses.
Comentava ela : " ...o meu filho veio visitar-me, fiquei feliz, mas... foi para que lhe matasse a fome e lhe emprestasse € 50,00"

Hoje mesmo, um amigo , reformado no limite da idade da CGD, comentava o quanto se sentia feliz por poder agora viajar e entreter-se com o que mais lhe dava prazer!!

Certamente dois casos opostos, mas que de uma forma simples nos demonstram que a velhice está longe de ser um periodo da vida em que o Ser Humano seria como que reembolsado do muito que tinha dado á sociedade.

A violência sobre os idosos é muitas vezes exercida sem que os mesmos possam ou queiram reagir, sobretudo se ela acontece no seio familiar, tanto mais que pode traduzir-se de multiplas formas, sejam elas fisicas ou psicológicas. E não podemos dizer que ela possa ser caracteristica deste ou daquele extracto social.
Sobretudo nestes casos a vergonha é um dos grandes factores que levam o idoso a inibir-se perante a denuncia.

Cumpre á sociedade em geral, criar mecanismos quer de defesa quer de protecção para que o idoso possa disfrutar desta fase da sua vida , continuando a sentir as suas capacidades, partilhando o seu saber feito de experiência, enfim proporcionado ao idoso o sentimento de que a velhice não deve significar morte, antes mais um projectar-se no futuro pela partilha.

Um abraço solidário