terça-feira, 24 de novembro de 2009

Movimento JUNTOS PELA TERESA


Teresa Brissos é uma jovem de 17 anos que sofre de leucemia aguda. Desde Setembro de 2008 que luta corajosamente para vencer esta doença, tentado com a ajuda e solidariedade de muitos, encontrar desesperadamente um doador de medula ossea que seja compativel .
Ao contrario do que muitos pensam, ser dador não custa nada, pf INSCREVE-TE no BANCO DE DADORES DE MEDULA OSSEA.

Acções de recolha de sangue:
DIA 5/12/2009
- LEÇA DA PALMEIRA entre as 14h e as 18h na Junta de Freguesia em frente á Igreja de Leça da Palmeira;
- SANTARÉM entre as 9h e as 13h no Centro de Ajuda Espiritual (Calçada do Monte)



Juntos podemos salvar uma Vida!

domingo, 25 de outubro de 2009

SE DEUS NOS DÁ...


Há algum tempo que venho sentindo algum desconforto perante algo que os meus olhos vêm e meus ouvidos ouvem!
Por esta razão, não me tem saído da cabeça a frase, que li algures:
“Se Deus nos dá as pessoas para as amarmos e as coisas para as usarmos, porque usamos as pessoas e amamos as coisas?”
Seria natural que o respeito pelo semelhante fosse sentimento imperativo nas relacções humanas.
Quando o outro "não dá jeito" é melhor afastar!!
Fico triste quando vejo que o valor ,o tempo gasto num telefonema é mais importante que a gratidão de alguém que ao ouvir uma voz que ama lhe redobra a vontade viver!
Quando “parasitas” de "soluções luminosas" sem sentimento, sem respeito pelo que o outro possa sentir conseguem liderar uma multidão! Para quem a vaidade do ego faz cegar o coração!
Me dá vontade de “bater os calcanhares” e dizer : “…até um dia !”.
Porém…outros valores mais altos se levantam e a Vida mesmo sendo ingrata e difícil não terá
sentido sem a missão cumprida!
Para isso…há sempre aqueles que surpreendem pela positiva.
Aqueles para quem “um amigo não é o que nos abre a porta, mas o que nos bate
á porta quando sentem que são precisos”.
Aqueles dispostos a partilhar uma palavra, um sorriso uma voz , na hora certa no
momento exacto e que nos ajuda a olhar em frente, ficando para trás os …outros.

Um abraço solidário

sábado, 17 de outubro de 2009





2009-10-17

DIA MUNDIAL DOS SEM ABRIGO



Hoje falar de pobreza é conversa diária, pois de alguma forma convivemos diáriamente com ela. Seja ela pobreza como sinónimo de falta de meios de subsistência, seja pela pobreza de espirito, pela falta de valores que deveriam presidir nas relações humanas.

No entanto quando nos referimos como há falta de meios de subsistência temos sem presente os "Sem abrigo". Pessoas que perderam a casa, a familia, o emprego ou simplesmente vieram viver para a rua como forma de "protesto" em relação á vida que anteriormente levavam. De tudo um pouco encontramos quando podemos tirar um pouco da nossa vida , por vezes tão fútil , e deles nos abeiramos para um simples diálogo. São experiências de Vida que devem ser escutada, que devem ser partilhadas, pois para além da sensação gratificante de estarmos a ouvir e a ser ouvidos por um ser humano, carente de o fazer, é a nossa própria Vida que sai mais rica.


Porém há ainda uma outra forma de "Sem abrigo" que me preocupa, que são todos aqueles que sentem falta de um abrigo no coração de alguém. Todos quanto, para além da falta de uma refeição quente diária, sentem falta de um carinho e um aconchego diário. De todos quanto, no silêncio dos seus dias, não têm com quem falar, não tem com quem partilhar as suas experiências, as suas lutas, os seus medos...

Cabe a cada um de nós encontrar formas de se dar de forma a que a Pobreza não se torne uma paisagem dos nossos dias!



















terça-feira, 21 de julho de 2009

Uma Sugestão de Leitura


Excerto da Obra:
"Na verdade, o mundo interior não divide as pessoas entre estranhas e as da familia.Mas entre os viajantes e os aventureiros, os arquitectos do nosso coração e os alquimistas. Os viajantes e os aventureiros, são pessoas que nos surpreendem de passagem. Os arquitectos do nosso coração rasgam avenidas ou desbravam planaltos. Os alquimistas transforma-nos sempre que nos dizem : "CHEGA-TE E MIM E DEIXA-TE ESTAR"
Boa leitura.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Não me candidato contra ninguém...

Hoje ao ver e ouvir na TVI a entrevista, em directo de Jose Eduardo Moniz sobre a hipotética candidatura á presidencia do Benfica, sublinhei com agrado uma frase que tenho pena os média
não tenham dado a devida nota, porque no contexto actual do País e da Profissão me pareceu de realçar.
Disse Jose Eduardo Moniz "... não me candidataria contra ninguém, mas com e por um projecto em que acreditasse, capaz de motivar todos os Benfiquistas e que a ele me pudesse e tivesse disponiblidade de me dedicar a tempo inteiro!", fim de citação.
Numa altura em que no Pais vivemos um periodo pré-eleitoral, que na Profissão se vislumbram mudanças radicais, este sentimento expresso por este Homem é de apreender e sobre ele reflectir.
Verificamos que ás próximas eleições concorrem pessoas que ora estão num lado ora no outro, procurando servir os interesses do partido. Poder-se-á questionar: quem os elege, o partido ou o cidadão que acredita?
Temos uma Profissão liderada por pessoas que estão em vários sitios aos mesmo tempo, qual interesse pessoal ou outro qualquer que não o que realmente deveria estar presente. Pessoas que não exercem a Profissão, pelo que naturalmente não a sentem, logo como é possivel querer defendê-la ou aos seus profissionais?
Tenho imensa pena que os média não se preocupem em realçar o que poderiam ser detalhes motivadores para que os cidadãos deste Pais possam voltar a acreditar em projectos contruidos por pessoas e para pessoas liderados por quem efectivamente os sinta .

segunda-feira, 15 de junho de 2009

OS FIOS DA EXISTÊNCIA




15/6 Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas

A violência contra idosos está ainda "no armário" na sociedade portuguesa e precisa de fazer o mesmo caminho de divulgação que aconteceu com a violência doméstica contra as mulheres, apontaram hoje vários especialistas num seminário em Lisboa.
No Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas, técnicos de assistência social e profissionais de saúde concordaram no diagnóstico da falta de visibilidade do problema, que impede que sejam feitas mais queixas, aliada a factores como a vergonha ou a falta de conhecimento das vítimas.
Outra das conclusões indicada como alarmante é o facto de os abusos e a violência - física, mental ou financeira - serem praticados por familiares, o que contraria a ideia da instituição familiar como reduto de afecto e carinho para com os idosos
. " in Agência Lusa"

Um dia destes alguém comentava comigo que uma vizinha idosa tinha recebido a visita de um filho, engº , que já não via há uns meses.
Comentava ela : " ...o meu filho veio visitar-me, fiquei feliz, mas... foi para que lhe matasse a fome e lhe emprestasse € 50,00"

Hoje mesmo, um amigo , reformado no limite da idade da CGD, comentava o quanto se sentia feliz por poder agora viajar e entreter-se com o que mais lhe dava prazer!!

Certamente dois casos opostos, mas que de uma forma simples nos demonstram que a velhice está longe de ser um periodo da vida em que o Ser Humano seria como que reembolsado do muito que tinha dado á sociedade.

A violência sobre os idosos é muitas vezes exercida sem que os mesmos possam ou queiram reagir, sobretudo se ela acontece no seio familiar, tanto mais que pode traduzir-se de multiplas formas, sejam elas fisicas ou psicológicas. E não podemos dizer que ela possa ser caracteristica deste ou daquele extracto social.
Sobretudo nestes casos a vergonha é um dos grandes factores que levam o idoso a inibir-se perante a denuncia.

Cumpre á sociedade em geral, criar mecanismos quer de defesa quer de protecção para que o idoso possa disfrutar desta fase da sua vida , continuando a sentir as suas capacidades, partilhando o seu saber feito de experiência, enfim proporcionado ao idoso o sentimento de que a velhice não deve significar morte, antes mais um projectar-se no futuro pela partilha.

Um abraço solidário

sábado, 13 de junho de 2009

A In-significância do presente


«A literatura é grande quando ela trata o Mal. Não quando o cura, quando quer ou crê curá-lo: não se cura como também não se cura o real».
Christian Prigent, A quoi bon encore des poètes?, POL Éditeur, Paris, 1996


Olhando o passado, talvez se possa dizer que a preocupação do homem foi sempre a de acertar significados e coisas. Acertar a vida humana. Tal tarefa hercúlea vem desde a invenção da magia e dos rituais como forma prática de estar por dentro das coisas utilizando-se a significação atribuída como instrumento dessa entrada. Mitos, religiões, poesia, filosofia e ciência foram os passos seguintes, e cada um sempre novo para novos tempos, novos espaços e outros mundos. Porém, como diz Christian Prigent, «mais do que nenhum outro talvez, o nosso mundo é um mundo com falta de sentido. Neste, a procura de sentido é portanto bem mais obstinada».(op.cit)
E, deveria ser assim? Compreende-se que assim deva ser? Teremos de olhar a actualidade para tentar encontrar a desculpa ou a justificação, quero dizer, os sintomas, para que se compreenda tão obstinada procura. Então, com o auxílio de Prigent, vale a pena reparar em alguns sintomas importantes. Habitamos um tempo histórico em que, por um lado, tendemos a acreditar na verdade objectiva das ciências positivas, e por outro, não nos inibimos de entrar nos discursos e nas práticas mágico-religiosas. Assim, tanto se quer e crê na velocidade e na mobilidade net, como se participa de bom grado num clube de yoga, numa seita religiosa ou num espectáculo de futebol.
Como refere Prigent, uns tentam estabilizar as indecisões traumatizantes na «carcaça de um moralismo totalitário», (op.cit), e outros refugiam-se «nas crispações nacionalistas, na xenofobia, nas acções de “purificação étnica” e no ódio racista».(op.cit) Ao mesmo tempo, é este um presente em que muitos se agarram à ecologia profunda que «constitui de agora em diante, o grande Desígnio que virá iluminar as zonas de penumbra, dando de novo sentido à acção humana, e re-mobilizando intrépidas e pouco críticas vocações militantes».(op.cit)

Neste contexto de falta de sentido, como ficam e onde estão os que não aprovam nem aderem à realidade tal como ela é dada, feita, pré-per-feita, sossegada, posta na tecno-ordem e em sistemática circulação? Onde estão e como ficam os que gostam do assombro, do mistério e da paixão? Em que superfície profunda caminha e canta a «velha toupeira poética»?(op.cit) De que literatura pretende ela escapar, e porque quer ela continuar a ser moderna? De que ficção consumível necessita explodir? No fundo, a questão que se coloca é a de saber se a escrita ainda faz sentido e se, no mundo humano, pode ela ser poética.
Com Prigent, defendo que a escrita é de nós e faz-nos ser. Sem a escrita a vida parece despersonalizada, parece falar miseravelmente falso. A escrita faz sentido em todo o tempo e em toda a língua ao permitir a experiência íntima do mundo, e ao tecer os limbos silenciosos da existência vindos na escuta do ser. A escrita faz pensar na palavra nova que sentimos solitária nas coisas do mundo que (nos)-fazem viver. E, neste movimento livramo-nos da regularidade, livramo-nos para um mundo que pode ser escrito em liberdade, na língua poética que nos faz homens. Porque, como diz David Mourão-Ferreira, «a palavra poética, na própria medida em que é um microcosmos, representa uma parcela da visão do mundo, subentende uma escolha, implica uma responsabilidade.» (“Depoimento sobre a Poesia da geração de 50”, in Gazeta Literária, II série, nº 12, Junho 1960)

DA INDIFERENÇA

"Um dia , uma amiga torceu um pé e fez uma ruptura de ligamentos. Andou meses de muletas. E começou a reparar nas pessoas de muletas. «Não imaginas a quantidade de gente que anda de muletas», informou-me. «Nunca tinha reparado, parece que, de repente, o mundo se encheu de coxos». O fenómeno, parece, sucede também com as grávidas: garantiram-ne que reparam obsessivamente nas grávidas. Como se as ruas, cafés, restaurantes, os elevadores, as praias, os cinemas e museus se tivessem povoado subitamente de grávidas. As mesmas que lá andavam antes, claro, mas agora envoltas num halo de reconhecimento e solidariedade-im halo que diz: « olha, outra como eu». ..... Dar-nos conta disso é darmo-nos conta da forma como funciona a percepção, ou seja, a nossa consciência e visualização da realidade, e de como está irremediavelmente condicionada pela prespectiva individual. O que isto nos diz, de uma forma tão simples, é que, mais do não existir um «ver» objectivo, só vermos o que nos interessa, aquilo que reconhecemos e em que nos reconhecemos.Esta capacidade ou incapacidade? - explica que quando somos jovens não reparamos nos velhos e que quando velhos reparamos tanto nos jovens: os jovens que não se imaginam velhos...mas os velhos sabem bem o que é ser jovem. ... A fenomenologia da percepção (...segundo Merleau-Ponty... »observação objectiva» é tudo aquilo de que nos apercebemos depende de quem somos e do que somos) implica que, no limite, possamos ser absolutamente cegos em relação a coisas que estão à frente do nosso nariz. Como os animais que num safari passam pelos carros cheios de turistas como se não existissem-porque neles não reconhecem nada que lhes interesse ou lhes diga algo de perceptivel - passamos todos os dias por coisas, situações e pessoas das quais não nos damos conta. è altamente provável - virtualmnente certo? - que não só não nos demos conta de parte substancial do que se passa á nossa volta como tenhamos, a maior parte do tempo, sequer a consciência de que isso assim é. .... Neste óbvio e tão fácilmente demonstravel paradoxo se fundamentam porém os conflitos, todos os desencontros, todos os choques, dos de trânsito aos civilizacionais , passando pela famosa incomunicabilidade relacional. Nenhum remédio, claro-a não ser o de, e sai outro paradoxo, tentarmos aperceber-nos da nossa incapacidade de nos apercebermos.Tentarmos admitir que vivemos em túneis de sentido e percepção, e que só podemos tentar imaginar o que é ser outro, o que é ver o que não vemos, o que é coxear quando não coxeamos (porque é tão fácil e rápido esquecer e não ver quando largamos as muletas). O que é - isso é o mais dificil - um mundo em que não existimos, um olhar capaz de não nos ver . " Um texto da jornalista Fernanda Câncio inserto na revista Noticias Magazine de 24/05/2009[/b]



Que em cada um de nós renasça a capacidade de sermos "coxos" aquando da indiferença , através de uma palavra, de uma porta aberta, de um sorriso

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

2º PASSO PARA A REALIDADE

Caros Amigos

Passo a Passo vamos construindo a realidade da ASTOC.

O nosso site é já uma realidade www.astoc.pt visitem-nos e connosco construam a ASTOC.

No site encontrarão uma ficha que poderão preencher e seguindo as instruções de envio acompanhar-nos-ão na fundação da Astoc. Segundo o Artº 6 dos Estatutos todos os aderentes entrados até 11/03/2008, 90 dias da publicação dos estatutos, serão Sócios Fundadores.

Juntem-se a nós e juntos façamos da ASTOC o lado Humano da Profissão.

Um abraço fraternal

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"PODER DE DECISÃO" - DECLARAÇÃO DE IRS 2007

INFELIZMENTE,
você só pode decidir como o Estado vai aplicar 0,5% do IRS que lhe é liquidado.
NÃO DESPERDICE ESTE SEU “PODER DE DECISÃO”.

APLIQUE-O BEM!Para quê dar ao Estado se pode dar a quem mais precisa?

PREENCHA O QUADRO 9 DA DECLARAÇÃO MODELO 3, CAMPO 901.
ESCOLHA O NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO FISCAL DE UMA DESTAS INSTITUIÇÕES.
VISITE-AS,ESCOLHA UMA E INSCREVA-O NO CAMPO 901 DA DECLARAÇÃO EM PAPEL OU NA VIA ELECTRÓNICA.

CLICAR EM CIMA DO NOME PARA IR AO SÍTIO NA INTERNET:
Instituições que de forma visível, confirmam que reunem as condições para receber a doação:
506 027 244 RARÍSSIMAS– ASS.NAC.DOENÇAS MENTAIS E RARAS
503 404 756, Associação CAIS
502 744 910 AMI – ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL
504 568 566 MÉDICO DO MUNDO
503 170 151 ABRAÇO ASS.APOIO DOENTES HIV/SIDA
500 883 823 Comité Português para a UNICEF
504 335 642 BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME
501 223 738 AI–AMNISTIA NTERNACIONAL
500 967 768 LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO

PARA MAIS INSTITUIÇÕES CONSULTE IMPOSTOS - PRESS


EM 2006, SÓMENTE,50.000 SUJEITOS PASSIVOS USARAM ESTE “PODER DE DECISÃO".
NÃO VOLTE A LESAR, ESTAS INSTITUIÇÕES, COM A SUA OMISSÃO.

MUITO OBRIGADO PELO MUITO QUE FEZ!
O QUE VOCÊ NÃO PODERIA FAZER SE PUDESSE DECIDIR SOBRE OS RESTANTES 99,5%...

Se é TOC, ou profissional ligado a esta área, não deixe de incentivar/esclarecer os sujeitos passivos sobre esta doação “sem gastar um cêntimo”.

e não deixe de conhecer a sua associação de solidariedade, que nasceu de um SONHO
ASTOC Associação de Solidariedade Social dos Profissionais da Contabilidade, Economia, Gestão e Auditoria"

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Uma simples frase

Primeiro post meu aqui no blog. Mas não vou dizer nada. Vou antes citar uma frase da Teva que há dias me tocou fundo e hoje eu já não conseguia reproduzir. Por isso fui à procura dela.

Quando a nossa independência física tremer e a solidão chegar, meus amigos, não há dinheiro que pague uma casa feita por nós, onde temos uma palavra, e onde somos Gente!

E pronto. Aqui fica a frase para que nos lembremos dela e a possamos rever mais facilmente.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

As voltas da vida ...

Durante uma visita a um pais subdesenvolvido, uma comitiva constituída por empresários de grande sucesso, aproveitando um intervalo entre as suas palestras, deslocaram-se ao interior da região.

Encontrando dois homens que pescavam junto a um rio com um simples pau e sem anzol, logo pensaram em ajudá-los instruindo-os com todo o seu saber, pelo que deles se abeiraram, perguntando;

- Bom dia, então o que fazem os senhores aqui?
- Bem, estamos a pescar, ora conversando, ora descansando, ora convivendo, gozando a vida – responderam eles.

Confirmando que efectivamente aquele povo precisava de grande ajuda, tomaram novamente a palavra os empresários.

- Mas, não acham que seria melhor pescarem com um anzol?
- Acha? Mas para quê? Desta forma um de nós pesca sempre algum peixe, que chega bem para nos alimentarmos.

- Ó homem, com um anzol, em vez de um peixe certamente que passavam a pescar dois.
- Pois, é verdade, mas então o que fazíamos ao peixe que sobrava?

Estava mesmo confirmado, esta gente precisava de ajuda …

- É simples, vendia-o.
- Boa ideia, mas para quê?

- Então, com o dinheiro compravam umas canas de pesca grandes, daquelas que chegam até ao meio do rio, e ai passavam a pescar não dois, mas sim quatro peixes.
- Tem razão, mas para quê? Depois tínhamos que vender não um, mas sim três peixes.

- Claro, e ai, com o dinheiro, compravam um barco grande e passavam a pescar centenas de peixes.
- É, que grande ideia, mas para quê? Já sei, para vendermos mais peixe e ficarmos com mais dinheiro, mas para quê?

Já um pouco chateados perante tanta falta de aptidão para o negócio …

- Ó homem, então você não vê que depois, com muitos barcos, todos a pescarem milhares de peixes, já podiam vocês descansar, olhe, passar os dias a pescar junto ao rio e a conversarem.

Os homens um pouco confusos, lá disseram.

- Sabe, nós não temos grandes estudos, mas as vossas vidas devem ser bem complicadas não?


Ilustres colegas, não compliquem ainda mais as nossas vidas.
A ASTOC não é certamente perfeita, nem era esse com certeza o objectivo dos que a criaram, na nossa vida, penso que devemos saber valorizar aquilo que é essencial.

Com grande admiração por todos aqueles que directamente tornaram possível a criação da ASTOC, para eles a minha estima e consideração.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O 1º PASSO PARA A REALIDADE

Caros Colegas e Amigos,


Começamos a "Sonhar" já lá vão uns bons pares de meses !
Como toda a Caminhada, muitas foram a pedras que encontramos pelo caminho. Mas com a Força, o Carinho e a Entreajuda de Profissionais conscientes dos mesmos problemas e das mesmas necessidades, irmanados num Espírito Ecuménico, conseguimos cumprir a Primeira Etapa !


A "ASTOC - Associação de Solidariedade Social dos Profissionais da Contabilidade, Economia, Gestão e Auditoria"


Foi finalmente criada por Escritura Pública, lavrada a 2007/12/08 no Cartório Notarial de Castelo de Paiva, tendo sede no mesmo Concelho, e cujos Estatutos poderão ser consultados em:


http://publicacoes.mj.pt/ENHPub/p790729.pdf


Muito em breve estará também disponível um site próprio na Internet.


Mas o "Sonho" é como a VIDA - um "Constante Devir" - pelo que novas Etapas se nos deparam. E, para as vencer continuamos a contar, sempre, ... COM TODOS VÓS !



A TODOS

O nosso Obrigado por nos terem ajudado a chegar a esta 1ª etapa.

Um Santo Natal e um Ano de 2008 repleto, em dobro, de tudo o que com os outros quiserem partilhar, conseguindo assim que o Natal possa ser todo o ano e nos demais.


Um Abraço fraterno e Solidário

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

" UM COLO PARA CADA CRIANÇA ":

Por uma boa causa. Ora aqui está uma boa ideia:A "Ajuda de berço" que acolhe crianças dos 0 aos 3 anos, necessita da nossa ajuda. É um site que vive da publicidade que faz e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta associação. Só temos que mostrar que visitámos o site em questão.Demora menos de um segundo a ir ao site e clicar no botão
" UM COLO PARA CADA CRIANÇA ":

PASSEM A 10 AMIGOS, PARA PASSAREM A OUTROS 10 AMIGOS.
(Se não quiserem, não vos acontece nada de mal - apenas não ajudaram uma criança hoje!)É simples, é rápido, não gastam dinheiro e o.k....não ganham milhões mas põem um sorriso numa criança por mais um dia. Infelizmente só se pode carregar uma vez por dia...lembrem-se que há sempre pessoas mais necessitadas que nós e podemos fazer a diferença contribuindo para um mundo melhor!

sábado, 8 de dezembro de 2007

Há dias...

Há dias em que o cansaço nos vence e o desânimo ganha terreno e há dias em sentimos a alegria encher-nos o peito e nos sentimos honrados por pertencermos a esta raça que se chama Humanidade!
Há dias... e hoje é um dia, um novo dia, um novo começo, um dia de celebrar a Vida!
Há dias... de Sonho!
Obrigada aos que sonham, porque sempre que o homem sonha... o mundo pula e avança... e o Homem realiza-se!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

SONHO pequenos contributos

A Doação de 0,5% do Imposto liquidado.

Só 50.000 contribuintes utilizarem esta faculdade na Modelo 3 do IRS. Ouvi dizer que a doação recaía únicamente sobre o valor a pagar em resultado da liquidação do imposto - E NÃO SOBRE AS NOSSAS COLECTAS LÍQUIDAS - logo nem os reembolsos contavam. Fui indagar. E confirma-se que existe este entendimento.

Assim precisamos confirmar como está a ser calculado o 0,5% previsto no artº 32º da Lei sobre a Liberdade Religiosa. Precisamos "repor" o espírito da Lei, se não estiver a ser aplicado.

Proponho que esta BANDEIRA interpretativa, ou de reposição de espírito da Lei, seja um dos projectos do SONHO. Eu acho que o SONHO também tem que se virar para fora. Temos de ser solidários com as associações que se dedicam à Solidariedade.

1 - Para além de repor o espirito da Lei, para seu beneficio - 80.000 a 0,5% já dá muito - e para beneficio dos outros. Estamos numa posição priviligiada para difundir e incutir nos cidadãos o este princípio :

QUE NÃO SE PERCA NENHUM CENTIMO
OBRIGUEMOS O ESTADO A DOAR O PRODUTO DE 0,5% DAS NOSSAS COLECTAS LÍQUIDAS.
NÃO SOMOS NÓS QUE DAMOS É O ESTADO QUE PERDE.
É A SOLIDARIEDADE QUE FICA A GANHAR.

2 -O SONHO pode produzir ( pedir aos entendidos para o fazerem ou reverem ) um MANUAL DAS OBRIGAÇÕES DAS ASSOCIAÇÕES destinados aos dirigentes associativos, para que estes estejam dotados de um pequeno guia das principais obrigações :Registos nas CRC's, Finanças e Segurança Social, Isenções e obrigações IVA, IRC, Selo; IMI etc

3 - O Sonho pode montar uma base de dados ( semelhante à partilha TOC ) de forma a que os TOC's que possam dedicar um pouco do seu tempo, de forma gratuita e por um custo baixo, à Solidariedade, sem que isso os obrigue a grandes perdas de tempo a estudar procedimentos e enquadramentos. Poderiamos ser mais a prestar apoio à solidariedade ( estou a excluir as grandes fundações e as Santíssimas Ordens, por exemplo);

4 - Nesta linha pugnar por enquadrar em sede de IRS / IRC e IVA, este nosso trabalho gratuito ou de baixo custo, no conceito de trabalho de voluntariado, evitando a presunção de rendimento. ( Não se trata de isentar o que se recebe, mas evitar a presunção do que efectivamente doamos por abdicar de receber ou não receber muito.)

5 - Desqualificar para efeito do Artº 10º o nosso trabalho a estas Associações, atribuindo zero pontos e não meio a estes trabalhos.

6 - Estudar uma forma de evitar a contabilidade organizada para algumas estruturas, como por exemplo para fins do Programa escolhas, onde as associações Juvenis, que poderiam ficar apenas sujeitas à conta bancária própria para o projecto e ao preenchimento dos mapas que são solicitados, conferidos e válidados por TOC's, que pugnarão pela veracidade e autenticidade dos documentos, que ainda por cima são enviados ao IPJ. Reduzindo assim o custo de um TOC, e a trapalhada que a aplicação de principios contabilitiscos a festas, acampamentos, passeios, barzinhos, etc., provoca.

São pequenas ideias para o SONHO, aprofundar ou não!

ANTÓNIO DOMINGUES

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

“Ó mor dam’um beijinho”

Num dia destes tive de ir ao TIC do Porto entregar uns documentos a um familiar, lá consegui estacionar o carro, meio em cima do passeio, e com pressa lá fui á mala buscar as papeladas, estava eu a ligar o alarme quando ouço – “Ó mor dam’um beijinho” e logo de seguida – “Ó mor dam’um cigarro” – quem podia ser, pois claro que era a Zélia, senhora já idosa que vagueia por toda a cidade do porto de uma ponta a outra, comendo o que lhe vão dando, descansando onde encontra abrigo.

Lá lhe respondi, então Zélia esta tudo bem consigo, sem me deixar acabar a frase – “Ó mor dam’um cigarro” – Está bem, e lá lhe entreguei um cigarro, fazendo já sinal ao agente da autoridade que me demorava pouco, ao entrar no TIC, reparo de relanço que num degrau contíguo estava um idoso sentado e, com os dedos, pedia um cigarro a quem passava, com pressa entrei e não pensei mais nisso.

Após entregar o dossier, sai das instalações dirigindo-me ao meu carro, estava eu a entrar nele quando ouço novamente – “Ó mor dam’um cigarro” – voltei-me já a sorrir e disse à Zélia, - “Mas então não lhe dei agora mesmo um cigarro?” – a Zélia leva a mão suja à boca toda desdentada e ri, vira-se e aponta para o velho que eu havia visto junto à entrada do TIC, e lá estava ele a fumar.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A razão de viver

Na passada segunda-feira, e como é habitual, fui buscar ao infantário a minha filha Catarina, uma miúda linda de três anos e meio, mal cheguei ao hall de entrada comecei logo a ouvir a voz inconfundível da minha sobrinha Ana que, com os seus oito anos de idade, tem sido o orgulho de toda a família, tinha ela resolvido descer da sala de estudo para ir ter com a prima.

Aproximei-me um pouco mais e comecei a tomar sentido à conversa que decorria entre ela e uma senhora, que perguntava o nome à minha filha Catarina, como esta é possuidora de um atraso psicomotor acentuado, ainda não fala, pelo que lá respondeu na sua “linguagem” que só os pais entendem, ora a senhora olhando para as dificuldades apresentadas pela minha filha em falar, comentou com a minha sobrinha;

- A tua priminha ainda não fala? –

De imediato, respondeu a minha sobrinha;

- Não precisa, tem-me a mim para falar por ela.

A senhora, já um pouco corada, voltou a perguntar;

- Também ainda não anda sozinha, pois não?

Novamente a minha sobrinha lhe respondeu;

- Não, também não precisa e a senhora sabe porquê?

Fez-se um silêncio e, como não obteve resposta, lá acrescentou a minha sobrinha;

- A minha prima não precisa de falar porque eu vou estar sempre aqui para falar por ela, e, se ela nunca andar sozinha, eu vou estar sempre aqui para a levar onde ela quiser.


Felizes são aqueles que sabem ter sempre alguém que estará presente quando mais necessitarem.

À minha sobrinha Ana.